Governo Provincial da Lunda-Norte
Sociedade

Angola conta com terceira lapidadora de diamantes


Trata-se da fábrica Pedra Rubra, instalada numa área de mil e 458 metros quadrados, no distrito da Maianga (Luanda), indica uma nota da referida empresa privada.



Segundo o proprietário da fábrica, Hélder Milagre, a empresa tem, igualmente, cinco lojas de venda de jóias em Luanda e espera produzir, a curto-prazo, jóias suficientes para atender à demanda do mercado nacional.



"Queremos que Angola esteja dentro de toda a cadeia de diamantes", afirmou Hélder Milagre, para quem “a filosofia é lapidar e produzir jóias, vendendo, desta feita, produto acabado”.



Solicitou aos bancos comerciais a facilitação na compra de divisas, tendo em conta que os diamantes brutos são comprados em moeda externa e as vendas, em Angola (jóias), em kwanzas.



O ministro dos Recursos Minerais e Petróleos procedeu à inauguração do empreendimento industrial e prometeu debruçar-se sobre as preocupações apresentadas pelo empreendedor.



"Estamos a cumprir uma das recomendações do Executivo, que é olhar para a produção, comercialização e transformação interna de diamantes", disse Diamantino Azevedo, que falou sobre as reformas no subsector mineiro e lembrou que "teremos um modelo semelhante ao que temos nos petróleos".



Fez saber que a concretização deste desiderato acontece em breve, pelo que se está a trabalhar já no assunto.



"Queremos que os operadores sejam bem remunerados, que o Estado tenha os devidos impostos e que haja harmonia no sector", declarou o governante, acrescentando que é desejo do Executivo que parte dos diamantes explorados em Angola seja transformada no país.



“Não impediremos aqueles que queiram instalar as suas fábricas em Luanda, porém pretendemos que as zonas de produção tenham também fábricas de lapidação”, atestou. Para o efeito, prosseguiu, estamos a construir um pólo de desenvolvimento na Lunda Sul, e é nosso desejo que as empresas que queiram investir no segmento de diamantes apostem nele" que, em princípio, deve ser inaugurado em 2020.



Falando sobre a comercialização de diamantes brutos, o ministro referiu que o novo modelo de organização (a ser implementado no subsector) leva-nos a reflectir também sobre a reconfiguração da SODIAM-EP e sobre o modelo de comercialização de diamantes.



"Estamos a estudar os modelos usados por outros países e pensamos que, no futuro, poderemos ter uma Bolsa de Diamantes de Angola", rematou.



A lapidadora Pedra Rubra (situada na Maianga, Luanda) junta-se à Stone Polished Diamond (SPD), inaugurada em Fevereiro deste ano, e à Angola Polished Diamond (APD), ambas situadas em Talatona.



A terceira empresa lapidadora de diamantes gerou 140 empregos, dos quais 10% são ocupados por expatriados.



Angop



 



 


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